Os Partidos e o Poder
Embora o texto em questão seja longo, penso poder sintetizá-lo da forma que passo a descrever.
Embora o texto em questão seja longo, penso poder sintetizá-lo da forma que passo a descrever.
Os partidos são autênticas máquinas de poder e a sua lógica
de funcionamento persegue esse poder em si mesmo.
Os partidos lutam pelos interesses das suas clientelas
- nas quais incluo os seus dirigentes -
instaladas nos diversos patamares da sociedade, incluindo o próprio Estado, e
só depois pensam nos interesses do Povo, essa entidade difusa que dizem
defender, mais por uma questão de legitimidade democrática do que outra.
Assim, e para ganhar ou manter esse poder, os partidos,
pelas voz dos seus dirigentes, tudo prometem ao dito Povo que tende a votar em
quem lhes diz o que quer ouvir, sem terem sequer em conta se as referidas
promessas são exequíveis.
Depois vem o desalento trazidos pelas mentiras na campanha
eleitoral.
O Povo sente que foi enganado e mesmo que lhes apareça um
outro líder partidário que em tempos os enganou, tende a perdoar-lhe porque as
mentiras do político que está no poder fizeram esquecer as anteriores.
Tem sido assim em Portugal, desde o 25 de Abril. É uma
questão de fazerem uma retrospectiva.
Ontem o PS.
Amanhã o PSD.
Depois outra vez o PS.
Seguindo-se o PSD
Um mentiu e o outro não lhe ficou atrás mas o Povo continua
a votar, ora num ora noutro.
Tem o que merece, digo eu.

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