quinta-feira, 28 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
sábado, 9 de maio de 2015
Tu Não és Livre
Livre tu não és
Que o governo não to consente
E no final de cada mês
Ficas a saber como mente
Saca-te o IRS
Mais o IVA
E o IMI
O Gaspar não te conhece
Mas não pode viver sem ti
Ficarás sem um centavo
Ele põe-te a pedir esmola
Fará de ti um escravo
Agarrado a uma sachola
Se estiver a exagerar
Muito feliz ficaria
Mas não creio que o Gaspar
Deixa que seja hoje o dia
Os Partidos e o Poder
Embora o texto em questão seja longo, penso poder sintetizá-lo da forma que passo a descrever.
Embora o texto em questão seja longo, penso poder sintetizá-lo da forma que passo a descrever.
Os partidos são autênticas máquinas de poder e a sua lógica
de funcionamento persegue esse poder em si mesmo.
Os partidos lutam pelos interesses das suas clientelas
- nas quais incluo os seus dirigentes -
instaladas nos diversos patamares da sociedade, incluindo o próprio Estado, e
só depois pensam nos interesses do Povo, essa entidade difusa que dizem
defender, mais por uma questão de legitimidade democrática do que outra.
Assim, e para ganhar ou manter esse poder, os partidos,
pelas voz dos seus dirigentes, tudo prometem ao dito Povo que tende a votar em
quem lhes diz o que quer ouvir, sem terem sequer em conta se as referidas
promessas são exequíveis.
Depois vem o desalento trazidos pelas mentiras na campanha
eleitoral.
O Povo sente que foi enganado e mesmo que lhes apareça um
outro líder partidário que em tempos os enganou, tende a perdoar-lhe porque as
mentiras do político que está no poder fizeram esquecer as anteriores.
Tem sido assim em Portugal, desde o 25 de Abril. É uma
questão de fazerem uma retrospectiva.
Ontem o PS.
Amanhã o PSD.
Depois outra vez o PS.
Seguindo-se o PSD
Um mentiu e o outro não lhe ficou atrás mas o Povo continua
a votar, ora num ora noutro.
Tem o que merece, digo eu.
Os tristes acham que o vento
geme
Os alegres acham que ele
canta
Ó tu vento furtivo
Que fazes rir e chorar
Eu quero ir contigo
Para longe deste lugar
Onde haja só alegria
Que já basta de tristeza
Só aí é que teria
Uma vida em beleza
Se tal não puder ser
Ficarei cá muito triste
Pois nunca irei saber
Se essa alegria existe
Que alegres sempre sejam
Os ventos que nos envolvem
E que as tristezas pereçam
Porque estas nada resolvem
Não queria ser animal
Preferia ser planta
Ou até um mineral
Queria ser algo que canta
Fosse eu um vegetal
Ser até algo que espanta
Não por ser um anormal
Mas por ser alguém que encanta
Se não fosse um animal
E tivesse sido planta
De mim não viria mal
Porque o mal não me suplanta
Há quem queira que a poesia
Nos resolva os problemas
Mas por má sorte ou por azia
Isto já não vai com poemas
Só lá vamos à porrada
Que posso acrescentar eu
Se nem consigo dar uma chapada?
Se fosse eu a mandar
Saberia o que fazer
Punha todos a rimar
De manhã ao entardecer
Só consegue ser poeta
Quem tem esta condição
Escreve com a caneta
Mas faz falar o coração
Eu nunca serei poeta
Este exemplo é bom de ver
O que escrevo é uma treta
Peço desculpa a quem ler
11 de Julho de 2012
Em Azul
Em azul eu procuro
Em azul eu procuro
Em azul nada encontrei
Era tudo tão obscuro
Em azul nada achei.
Se um dia encontrar
O azul em tons de cor
Irei sempre evocar
O azul em cor de amor
Esse azul que eu procuro
Um dia vou encontrar
Será um amor maduro
Que saberei inventar
Se o amor inventei
Viverei sem ilusão
Porque eu nunca amarei
Quem não tiver coração
Com ou sem métrica certa
Eu envio este poema
Porque o tempo me aperta
Até já esqueci o tema
Eu envio este poema
Porque o tempo me aperta
Até já esqueci o tema
sexta-feira, 8 de maio de 2015
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